domingo, 8 de novembro de 2015

Eu Queria...

Eu queria gritar um 'oi'
Mas não sei se você ouviria
Ou mesmo responderia
Ou se meu 'oi' apenas vagaria 
A procura de algo mais do que um 'oi'.

Eu queria gritar 'Eu te amo'
Mas não sei se aguentaria 
Não ouvir de volta
Um 'Eu te amo mais ainda'
Ou apenas um 'Eu também'.

É difícil dizer o que dói mais 
Se calo, eu sofro
Mas se falo e não ouço
Teu silêncio corroe meu esforço 
De um dia viver bem.

Ai de mim, sofredora inquieta 
Que Ama e não nega 
Mas não fala primeiro
Com medo da dor 
De ser só mais um alguém.

Larissa Santana




Dia de Turista no Rio de Janeiro - o Retorno.

Em 2011 eu escrevi aqui uma espécie de relatório de um passeio que eu e minhas amigas fizemos no centro do Rio de Janeiro. Bom... desde lá muita coisa aconteceu pelos locais que passamos e na própria cidade do Rio. E como recentemente tive o privilégio de novamente ter meu dia de turista decidi reescrever aquele post.

Vamos começar relembrando os principais pontos visitados naquela vez:

- Bondinho de Santa Tereza,
- Parque das Ruínas e
- Confeitarias (Mais especificamente a Manon).

Então, vamos as mudança e o que aconteceu na minha visita de agora:

Exatamente 6 meses depois da nossa visita ao Bondinho aconteceu um acidente que se tornou uma tragédia. 

RIO - Cinco pessoas morreram e 57 ficaram feridas na tarde deste sábado, depois que um bonde de Santa Teresa descarrilou e tombou quando descia a Rua Joaquim Murtinho, na altura do número 273, perto do Largo do Curvelo. Segundo o comandante do Destacamento de Bombeiros do bairro, Fábio Couri, quatro morreram na hora. Uma das vítimas chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.  
Embora seja o mais grave, este não é o primeiro acidente com o transporte em Santa Teresa. Em junho, o turista francês Charles Damien Pierson morreu após despencar de um bonde que passava sobre os Arcos da Lapa. Ele viajava no estribo quando escorregou e caiu de uma altura de aproximadamente 15 metros.
Essa foi uma notícia do jornal O Globo datada de 28 de agosto de 2011 (atualizada em 03/11/11), retirada do site do jornal. *Para a leitura completa utilizem os links na palavra RIO e, sobre o turista francês, na frase referente.

Inevitavelmente ficamos aliviados de alguma quando não é com a gente mas eu ficava pensando nos momentos alegres que passei no dia da nossa visita e como, infelizmente, esse tragédia acabou com os momentos de dezenas de pessoas que foram mortas ou feridas no acidente. 
Foram levantadas diversas hipóteses mas o que se sabe agora é que a super lotação do trem e o fato de diversos passageiros andarem pendurados (o que citei no outro post como uma opção de aventura), além é claro da falta de manutenção adequada com certeza contribuíram para a fatalidade.
O governo investiu e no dia 1º de agosto de 2015 o bondinho voltou a funcionar. O dia da reinauguração foi bem movimentada e de lá até hoje milhares de pessoas já passearam com o bondinho que no momento só vai até o Largo do Curvelo, que é bem menos da metade do percurso completo porém já vale a visita. E claro que dessa vez eu não podia deixar de fora esse passeio.

Além do percurso reduzido, os responsáveis optaram por limitar o número de passageiros a 4 por banco e está proibido o transporte de passageiros quem não estejam dentro do bondinho e sentados. Logo, andar pendurado nunca mais. Por enquanto, o bonde está operando de graça o que é maravilhoso pra quem está procurando passeios agradáveis com pouco dinheiro. Não que fosse caro, como disse no outro post gastei R$ 1,20 pra subir e descer com o bondinho.

Como o bonde só vai até o Largo do Curvelo não tivemos dificuldade para encontrar o ponto certo para seguir para nosso próximo local turístico que é, claro, o Parque das ruínas. 
Utilizando minhas palavras do último post: "O Centro Cultural Parque das Ruínas foi a casa da grande mecenas da Belle Époque carioca, Laurinda Santos Lobo. O espaço apresenta programação cultural variada, mas se o seu objetivo, assim como o nosso, é só visitar: escolha um dia de céu aberto e aproveite o espaço para tirar fotos lindas. A entrada na casa é gratuita mas do lado fica o Museu Chácara do Céu que cobra só R$ 2,00 para entrar. Se você não quiser então escolha ir na Quarta-feira que a entrada é franca." Isso não mudou então, graças a preguiça, vai ficar assim. Rs




O local é lindo e a Vista, divina.

Saindo do Parque da Ruínas decidimos descer a ladeira a pé. Surpreendentemente, para mim pelo menos, foi super agradável, também pela companhia, mas a descida é bem tranquila. Só tem um porém, as calçadas são bem estreitas e alguns postes podem surgir no meio da calçada o que pode dificultar um fluxo normal, mas nada que um espírito turístico não passe por cima. 
Nosso objetivo era ir para a escadaria Selaron, então uma descida a pé foi realmente a melhor escolha. Nós pegamos a saída errada, por isso tivemos que dar umas voltinhas mas se informando dá pra sair exatamente na escadaria.
O dia que tive para fazer o passeio foi um feriado então a escadaria estava bem cheia, mas já deu pra conferir o trabalho lindo feito pelo, hoje falecido, Selaron. 

De lá seguimos para os Arcos da Lapa, por onde só passamos na verdade.

Nossa caminhada continuou muito agradável pelo Centro do Rio e incluiu uma visita externa ao Teatro municipal, porque infelizmente já não tinham horários de visita que aos sábados, domingos e feriados são reduzidos a só 3 por dia (às 11, 12 e 13 hrs). Visitamos também o Centro Cultural Banco Brasil (CCBB), que estava com uma exposição que revisitava o Castelo Rá-tim-bum. Para a vista completa, a fila estava quilométrica. Como tínhamos outras coisas a visitar apenas conhecemos a mostra da exposição que estava no Hall central do CCBB. 
Dando continuidades as nossas andanças passamos pela travessa do comércio, onde fica a antiga casa de Carmem Miranda e atravessando o Arco do Telles chegamos ao Paço Imperial. Mas como meu foco é renovar a última publicação de lá seguimos para o meu terceiro local turístico. As confeitarias. Da última vez lanchamos na confeitaria Manon que infelizmente em Julho de 2014 fechou por dificuldades financeiras. Dessa vez nossa intenção era, finalmente, lanchar na confeitaria Colombo, a mais conhecida. A fachada não chama muito a atenção, principalmente na rua em que está localizada que é bem estreita mas o interior é maravilhoso, lindíssimo e merece a visita. 

Depois desse dia andando pelos diversos atrativos no centro do Rio nosso gasto foi mínimo e cada lugar compensou por si só o cansaço no final do dia. 
Eu sei que me estendi um pouco mas espero ter renovado, não só as informações mas também o desejo de cada um por conhecer essa cidade maravilhosa que espera todos de braços abertos.


Larissa.